"Isto também eu fazia!" Quantas vezes já deu por si a ouvir ou mesmo a proferir esta frase ao contemplar uma "dita" obra de arte? O tema é polémico e, por isso mesmo, a Fundação Calouste Gulbenkian decidiu realizar um curso sobre as práticas artísticas na contemporaneidade. Segundo a formadora Magda Henriques, este tipo de comentário acontece frequentemente perante obras de arte contemporâneas que dispensam, de facto ou aparentemente, o uso de uma técnica manual. O exemplo mais famoso do século XX é a "Fonte" (1917), de Marcel Duchamp, em que o artista transformou um urinol em obra de arte.
O curso é, em primeiro lugar, uma aproximação à arte contemporânea. "Durante dois dias, os interessados vão perceber a origem histórica da época e das práticas artísticas contemporâneas e o porquê dos comentários "Isto é arte?!" e "Isto também eu fazia!"; compreender que há "rupturas" mas também continuidades (ainda que nem sempre sejam evidentes); identificar práticas comuns a vários géneros artísticos (artes visuais, música, poesia, cinema...) e reconhecer a necessidade de uma certa prática e disponibilidade para "jogar xadrez" com a obra de arte", explica Magda Henriques.
Como material de apoio serão usadas dezenas de imagens de obras de arte, vários textos, excertos de filmes e videoclips . O curso tem um carácter informal e a conversa será privilegiada e estimulada através deste material. E como distinguir aquilo que é arte daquilo que não é sempre foi motivo de eterna discussão, não se prevê falta de conversa ou momentos mornos durante este curso.
O curso "Isto é Arte?" realiza-se no sábado e domingo no seguinte horário: das 10.00 às 13.00 e das 14.30 às 17.30. A inscrição custa 50 euros e pode ser feita através do telefone 21 782 3800 ou dos e-mails:
descobrir@gulbenkian.pt ou
descobrirmarcacoes@gulbenkian.ptFonte:
Universia